sábado, 5 de dezembro de 2009

É que às vezes parece que você está fingindo!!!

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O Que Está Faltando Para Um Feliz Natal?

O tempo de quatro semanas que antecedem o Natal é conhecido na tradição cristã como advento. Advento significa vinda, chegada. Está relacionado à chegada de Deus ao mundo. Tempo determinado para a preparação da festa do nascimento de Jesus. Por falar em festa, você já foi a uma festa de aniversário onde havia muita comida, muita alegria, muita celebração, diversos presentes, música, conversa animada? É provável que sim. E, você já foi a uma festa de aniversário desse tipo onde o aniversariante estava ausente? Pois o Natal, cada vez mais, está se tornando isso: uma festa de aniversário sem o aniversariante.
Na minha história pessoal, o advento nunca significou alguma coisa. Não que o advento não signifique nada. Mas, para mim nunca significou! O comum, no mundo, é ver as pessoas agitadas em torno das arrumações de fim de ano, das festas, das compras, das ceias especiais, dos presentes, das férias, das viagens, etc... E, como eu venho de uma família que social e economicamente estava excluída desse advento de consumo e, que também não compreendia tão bem assim as questões mais religiosas do ano litúrgico, o advento e a chegada do natal eram esperança do tipo: 'este final de ano será diferente', ou, talvez apareça alguma visita inesperada ou um presente improvável... Pouco sabíamos sobre o real significado que, pelo menos no discurso, muitos cristãos ainda procuram preservar.
Apesar de tantos adventos, natais e finais de ano frustrantes, fui aprendendo que a frustração é fruto de expectativas equivocadas. Hoje, a vida sem símbolos natalinos, sem árvores de natal e luzinhas pendurados por tudo não fazem qualquer diferença. Compreendi que a grande maioria das coisas que cercam essa data não passa de ilusão para mascarar a tristeza de corações vazios. É a festa dos que celebram sem a presença da razão principal. Daqueles que celebram, comem regaladamente, soltam fogos, se abraçam... para logo depois acordar com dor de cabeça e iniciarem um novo ciclo. Continua o sentimento do 'parece que falta alguma coisa!' O advento é espera que possui traços de comportamento próprios de uma vigília. Tempo de expectativa das comunidades cristãs (venha o teu reino) relacionada à nova vinda de Cristo, a chegada do "novo Céu e a nova terra". Não existe mais o 'menino' Jesus. Ele já nasceu! E, agora, quando Ele vier será em glória para instaurar definitivamente o reino de Deus em toda a sua plenitude! A vida cristã não se resume a ciclos. Ela é progressiva. Por isso, não aguardamos mais o Jesus 'menino', mas, o Jesus Senhor e Salvador. Não o Jesus que vai nascer, mas o Jesus ressurreto. Então, se apesar de toda celebração, presentes, chocolate e decoração permanecer o sentimento de 'falta alguma coisa', reflita: não estaria faltando o principal!?

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Eu não me sinto confortável fazendo isso...

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O Cristão Retém o Que é Bom

Somente Deus é Totalmente Bom
Um cristão jamais deveria se deixar enquadrar ou rotular como alguém que aderiu cegamente a uma determinada ideologia, filosofia ou sistema. Ele deveria buscar sempre uma certa lucidez, sabedoria e capacidade de discernimento frente às coisas. A Bíblia não pertence a nenhum sistema ou tradição humana. Como revelação de Deus, ela deve ser encarada como referência para a vida. O cristão deveria buscar em Deus a sabedoria para, na liberdade do Espírito, investigar todas as coisas e reter o que é bom. Logo, não há argumento para posicionamentos partidários. O cristão sabe que o conflito entre bem e mal é algo que não acontece somente entre estruturas impessoais ou sistemas e idéias isolados. Também não se trata de uma disputa entre carne e sangue se digladiando. O conflito começa no coração do próprio ser humano. Assim, o cristão sabe e pode admitir que ele mesmo é agente na criação de sistemas e ideologias que geram injustiça, opressão e morte.
O cristão, portanto, ao ter contato com diferentes culturas e a produção científica, já deveria estar ciente da tendência maniqueísta que divide o mundo entre bem e mal. Sem esse discernimento, a tendência é adotar a postura ingênua de assumir o lado daqueles considerados do bem. Não percebendo, assim, que ao fazê-lo, a sua simples presença entre "os bons", já seria suficiente para que o "lado bom" não seja mais tão bom. Não se pode chegar a essa conclusão sem admitir que o pecado é algo inerente ao ser humano. Sabendo disso, o cristão é alguém livre para investigar todas as coisas, aprofundar-se na ciência, desenvolver pesquisas, questionar a realidade na busca por respostas às suas dúvidas e às angústias da humanidade. Pois ele vai fazê-lo na certeza de que encontrará sinais de trevas e morte bem como de luz e vida em praticamente todas as ideologias e sistemas. A cultura é consequência da produção e reprodução humanas.
O Ser Humano é um ser caído e sujeito ao egocentrismo. Logo, o produto do seu empreendimento sempre estará marcado por essa mesma tendência. As marcas da queda são injustiça, opressão, morte. Por outro lado, o cristão não ignora a imagem e semelhança de Deus com o qual o ser humano foi criado. Consequentemente, toda a produção humana, potencialmente, carrega também a marca, ou, a imagem do divino: justiça, solidariedade, vida abundante. Ora, se a produção cultural é fruto do empreendimento humano, pode-se concluir que a arte, a ciência e toda produção cultural reflete o que o ser humano é: alguém criado à imagem e semelhança de Deus, porém, caído, rebelde, egocêntrico. Capaz, portanto, às coisas mais belas e também às mais horrendas. O ser e o fazer no mundo, deveria manifestar em maior ou menor grau os sinais do reino de Deus, dependendo do quanto se reconhece ou ignora o Criador.

Examinar Todas As Coisas
Sabendo que somente Deus é totalmente bom, o cristão pode resguardar-se de abraçar irrefletidamente sistemas e ideologias fechados, rechaçando completamente outras por considerá-los diferentes ou contrários. Exemplificando, o cristão é livre para ler e estudar autores que defendem e inspiram o comunismo e o socialismo e, ao mesmo tempo, conhecer o pensamento e as idéias dos autores liberais e defensores do capitalismo. Um sistema não é divino ou diabólico em si mesmo. Assim como nenhum deles é completo em tudo o que representa e propõe. Estamos sempre diante de um conjunto de idéias, elaborações, abstrações e até mesmo ações de seres humanos caídos, mas que, não deixaram de ser criaturas feitas à imagem e semelhança do seu criador. Outro exemplo pode ser encontrado nas artes. Será que existe uma produção artística ou mesmo um estilo mais sagrado do que outro? O simples fato de se rotular um estilo como religioso e outro como secular é suficiente para definir que um é bom e o que o outro é ruim? Estamos novamente diante do perigo de nos deixarmos guiar meramente pelos rótulos. Descarta-se imediatamente aquilo que é considerado mal e consome-se acriticamente aquilo que de antemão já se definiu como bom.
O cristão que reflete nessas coisas, dificilmente se deixará levar por partidarismos. Ele será, na verdade, alguém muitas vezes incompreendido, parecendo aos olhos do observador, estar pendendo ora para a direita, ora para a esquerda. É, portando, alguém passível de critica vinda de ambos os lados. O que os críticos ignoram é que esse cristão está refletindo a sua capacidade de analisar todas as coisas para reter o que é bom. Ele estuda, toma conhecimento e apreende aquilo que é bom, independentemente de vir da direita ou da esquerda. Mas, também é crítico e condena o que existe de ruim nas diferentes propostas. Diferentes estruturas ou esquemas de pensamento vão gerar diferentes práticas e inserções na realidade. Assim, tudo pode e deve ser examinado, apenas o que for bom, retido.
Por tudo isso, o cristão deveria ser aquele que é reconhecido pela mente aberta, alguém que manifesta um espírito livre, aprendiz, empolgado com as novas descobertas. É alguém que está disposto e consegue dialogar respeitosamente e, sem medo, sobre todas as coisas. Menos chato, portanto, para os críticos e aqueles que ainda não confessam a fé cristã. É alguém empenhado pelas melhores alternativas práticas e engajado em projetos de justiça no mundo.










Quem Influencia Quem?

De todas as coisas, somente Deus é plenamente bom. O cristão é livre para examinar e discernir todas as coisas e reter o que for bom. Resta ainda um alerta. O ser humano tanto influencia como pode ser influenciado. Como então manter o discernimento diante de tantos argumentos tão convincentes? Como manter a lucidez ao ser confrontado com a sedução estética? Como não ser arrebatado pela retórica envolvente dos líderes carismáticos? Onde ou em que apoiar-se para fugir da massificação? Em quem buscar socorro contra os padrões e valores que moldam tão imperceptivelmente? Qual é a referência na busca por discernimento?
Diante dessa realidade, uma postura comum dos cristãos tem sido a crítica inconsistente ou o retraimento covarde. A consequencia natural dessa postura é a irrelevância e a alienação. O cristão parece ignorar que é exatamente ele que está em maior vantagem. Pois, diferente daqueles que ainda não se renderam a Cristo, ele possui uma referencia. O cristão não cogita das coisas próprias, seu mundo não gira mais em torno do seu próprio umbigo. Ele não precisa desesperar-se por ter somente a si mesmo como critério de avaliação para as coisas. Também não precisa iludir-se afirmando suas próprias verdades. Além de uma comunidade de fé, ele possui os recursos da oração, da leitura e meditação nas Sagradas Escrituras para adquirir discernimento e sabedoria necessários diante dos desafios da vida. Na comunidade de fé ele sabe que não está só. A oração, estudo e meditação na Palavra lhe conferem relacionamento e intimidade com o pai de toda a ciência. Do encontro pessoal com Deus o cristão retorna à comunidade de fé numa dinâmica de aprendizado, aconselhamento mútuo e encorajamento. Poderá ser confrontado naquilo que está aprendendo. Logo, a sua postura e discernimento não se baseiam mais no próprio entendimento, mas numa relação transcendente com Deus e imanente com a comunidade de fé. É na vida orgânica da igreja que o partidarismo desaparece, restando somente a causa do reino de Deus. O bom a ser retido, perdurará pela eternidade. Aquilo que deve ser abandonado, queimará na depuração final.
Preguiça intelectual, alienação e fanatismo não combinam com a mente cristã. Como acumular tesouros no céu, se nem mesmo soubermos discerni-lo?

sábado, 14 de novembro de 2009

Devo Perdoar?

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Conversando é Que a Gente Se Entende

Quando o assunto é de interesse não há quem não goste de uma boa conversa. O diálogo é a maneira mais direta e eficaz de conhecer e se dar a conhecer. Um rosto estranho logo se revela diferente depois que os olhos deixam de ter prioridade na análise. Quando o outro fala, vai se mostrando alguém que de fato ainda não conhecíamos tanto assim. E, por mais que achávamos conhecer, nos aventuramos a novas descobertas a cada novo bate papo. Conversar é terapêutico. Pode, inclusive, prevenir violência, vícios, depressão, preconceito, inveja e muito mais. Quantas coisas podem ser esclarecidas numa boa conversa! Quem não experimentou alívio após dialogar com alguém e perceber que a raiva, o ressentimento e a culpa que geravam opressão, não passavam de um mal entendido?
Vivemos tempos em que o diálogo é dificultado. Investe-se muito em todo tipo de entretenimento que exige atenção individualizada. É uma contradição: equipamentos pessoais que facilitam a comunicação, mas que nos isolam cada vez mais dos outros seres humanos. Por causa das mensagens instantâneas, não se visita e nem se abraça mais ao vivo para desejar feliz aniversário. O resultado parece ser que quando as pessoas ainda falam, elas não sabem bem o que dizer. Muitos se comunicam bem por intermédio de aparelhos eletrônicos, possuem vários amigos virtuais, mas, não tem um amigo de verdade com quem falar olho no olho. Nesse processo, o abraço se transformou somente numa palavra, um código: então tchau, um abraço!
É claro que as novas tecnologias ajudam facilitando bastante a vida. No entanto, por mais que se desenvolvam novas tecnologias de comunicação, nada consegue substituir o recurso mais primitivo de interação. Pelo menos não sem perdas, sem o risco da superficialidade. A voz e os olhos cada vez mais são substituídos pelos dedos e pela tela de um monitor. O tipo de sociedade que isso vai gerar ainda é desconhecido. Quem sabe aconteça uma reação, um basta, chegaremos a um limite! Ou, o processo de adaptação será tão sutil que tudo seguirá o curso da 'normalidade'. A superficialidade, o anonimato e o individualismo cada vez mais serão encarados como necessários na era virtual de consumo. E, quando falarmos, será para trocar formalidades ou criticar alguém. Não é estranho então, que cada vez mais, as opiniões sejam levadas 'para o lado pessoal'. E, já que é assim, melhor é não falar nada! Mas, melhor pra quem??? Bom, isso só importa se ainda existir alguém!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Cristo Morreu...

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Bíblia: Só Mais Um Manual de Auto-Ajuda?

A auto-ajuda geralmente defende que o ser humano deve seguir seus instintos. Buscar dentro de si as soluções para a vida e planejar, ou, programar o futuro através das respostas encontradas no seu coração. As pessoas são orientadas na direção do “ter”, e não mais do “ser” ou “viver”. Consumimos livros buscando respostas fáceis, tentando resolver sozinhos os problemas. Focando somente o desenvolvimento pessoal, deixamos de unir-nos a outros seres humanos ou movimentos sociais para resolver os problemas em conjunto e solidariedade. Ignoramos que os problemas não são apenas pessoais e isolados. A humanidade é interdependente.
Os tempos atuais são caracterizados também por uma cultura terapêutica. O narcisismo, a consciência internalizada e a busca pela identidade levam as pessoas a perseguir o bem-estar pessoal. Nunca as pessoas procuraram tanto psicólogos, terapeutas e as chamadas terapias alternativas. Até mesmo as igrejas são influenciadas por essa tendência. As mensagens enfocam mais a cura dos males, a prosperidade e as emoções enquanto que tópicos importantes são relativizados. As mensagens e sermões servem meramente de entretenimento, com o objetivo de fazer as pessoas sentirem-se bem. O importante é 'casa cheia'. Conhecer as Escrituras em profundidade e ser relevante na sociedade pouco importam.
E a Bíblia? É também só um livro que mostra às pessoas como viver melhor? Martinho Lutero disse que sua consciência era cativa da Palavra de Deus. A Bíblia estava acima dos seus sentimentos e razões próprias. Existe uma diferença entre o princípio bíblico e a tese da auto-ajuda: “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?” (Jeremias 17. 9). Se a maioria dos livros enfatiza o ser humano como todo poderoso e capaz de sozinho ajudar a si mesmo, a Bíblia é realista. Focando sinceramente a nós mesmos, a conclusão a que chegaremos não será muito diferente da descoberta do Apóstolo Paulo: “Miserável homem que eu sou!” (Romanos 7. 24). Leia esse texto adiante e verá que o Apóstolo encontrou reposta para seu dilema.
Sim, as pessoas podem e devem buscar na Bíblia palavras de ânimo, conforto, sabedoria, consolo e encorajamento. Pois, certamente encontrarão. Mas, isso acontece porque as Escrituras nos leva para além de nós mesmos. Revela-nos um Deus de amor, graça e misericórdia. Um Deus que nunca nos deixará sozinhos pelos vales da sombra da morte. Desafio você a ler e refletir ainda em João 8. 12 e 2 Timóteo 3. 16, 17.